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Afinal, o que vem depois da nova Previdência?

 

Aprovada em segundo turno, a reforma da Previdência não foi uma grande vitória de Fulano, Delano, Beltrano ou Sicrano. Foi uma grande vitória do Brasil, do país, em quase duas décadas de imobilismo econômico e nulidade política.

No geral, é um direito legítimo que várias pessoas pensem o contrário. No limite, porém, é urgente que se faça alguma coisa depois de tanto tempo em que não se fez nada.

A nova Previdência não é um mal insanável, nem é um bem absoluto. A reforma não vai erradicar, da noite pro dia, as pragas das nossas finanças públicas, pessoais e domésticas. Também não vai trazer de volta, num estalar de dedos, os planos ou projetos que desistiram do Brasil. E nem vai recuperar, num piscar de olhos, os 13 milhões de empregos exterminados de norte a sul, leste a oeste.

Daí que muita gente se pergunta e me pergunta: “Afinal, o que é que vem depois da nova Previdência?”

O que vem depois da reforma é uma sucessão de outros novos e velhos desafios, compromissos e responsabilidades.

Precisamos também da reforma tributária, da reforma administrativa e da medida provisória da Liberdade Econômica.

Precisamos ainda de mais medidas de flexibilização trabalhista, mais medidas de melhoria do ambiente de negócios e mais medidas de estímulo aos investimentos diretos, indiretos, públicos ou privados… e por aí vai.

Enfim, os passos seguintes da reforma da Previdência devem ser construídos dia após dia, crise após crise, tijolo por tijolo, pedra sobre pedra.