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A verdade que eles não querem confessar

Com ou sem o autoritarismo do Bolsonaro, ou com ou sem a corrupção do PT, depois do dia 28, data do segundo turno, o novo presidente terá que apresentar soluções para outros problemas – problemas de verdade.

Problemas como os rombos nas contas públicas e as reformas política, tributária e previdenciária.

Só pra lembrar: o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia, se reelegeu. E olha que ele não é aliado do Bolsonaro, nem é filiado ao PT. Arthur Maia é do DEM da Bahia.

Isso significa que apoiar a reforma, defender a reforma ou promover a reforma não é o fim de carreira ou o fim do mundo para um político. Apoiar a reforma é apenas um dever dos homens públicos que têm responsabilidade e compromisso – responsabilidade e compromisso com a preservação do sistema de seguridade social e com a sobrevivência de 25 milhões de aposentados e pensionistas.

Não é difícil entender a situação: sem reforma, não tem investimento; sem investimento, não tem emprego; sem emprego, não tem renda; sem renda, não tem consumo; sem consumo, não tem produção; sem produção, não tem crescimento; sem crescimento, o país segue predestinado a ficar onde está.

Ou seja: a reforma da previdência NÃO É uma conspiração dos ricos contra os pobres. Ela é o primeiro passo para a geração de empregos – e geração de empregos é uma urgência para 13 milhões de brasileiros.

Por isso, acredite: com ou sem o autoritarismo do Bolsonaro, ou com ou sem a corrupção do PT, a reforma da Previdência vai ter que sair.

Essa é a verdade que eles não querem confessar.