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A Petrobras fica honestamente menor… a fim de voltar a ser honestamente maior

Até que se prove o contrário, a Petrobras parece livre da praga da corrupção (pelo menos daquela corrupção endêmica descoberta pela Lava Jato).

A estatal mais querida do Brasil está comemorando um lucro líquido de R$ 6,6 bilhões. Trata-se de um salto “duplo twist carpado” de 2.400 por cento, 25 vezes o lucro anterior.

Os analistas, acionistas e especialistas esperavam mais… mesmo assim, é uma façanha monumental. Essa façanha se deve a uma série de “choques de realidade”.

A Lava Jato forçou uma descontaminação administrativa e uma higienização financeira. Também houve esforços de redução de investimentos, que precisaram diminuir até chegar ao nível da justa capacidade da empresa. A queda no preço do petróleo trouxe conveniências e inconveniências que exigiram boas soluções operacionais – coisas que só se esperam de boas companhias estatais. O fim das intervenções políticas, ideológicas e partidárias foi outro fator positivo para a recuperação técnica e moral da casa. Outra realidade foi a tesourada nos níveis excessivos de gerências, que haviam tornado os negócios mais vulneráveis, os contratos mais obscuros e as decisões mais lentas.

Por isso, em meados de 2016, quando começou a faxina na Petrobras, eu afirmei aqui que os mercados estavam se perguntando o seguinte: “Afinal, qual seria o objetivo da Petrobras e qual seria o verdadeiro tamanho da Petrobras?”

Daí que a resposta que eu dei na época a empresa está confirmando, agora, com esse lucro de 6,6 bi: “O objetivo da Petrobras é ficar honestamente menor… a fim de voltar a ser honestamente maior”.

Parabéns a todos os funcionários e todos os envolvidos!