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A ideia de que a Previdência é ‘superavitária’ merece o Nobel de Economia

Uma pessoa pode ter suas próprias opiniões, mas não pode ter os seus próprios fatos.

As opiniões são um luxo, um capricho ou um privilégio de todos nós, mas os fatos não são nem luxo, nem capricho, nem privilégio de ninguém. Os fatos são fatos porque eles falam por si, e expressam a verdade, sem fazer concessão à opinião, à interpretação ou à adivinhação.

Daí que não é minha opinião, mas é um fato que o Brasil precisa da reforma da Previdência. Isso porque “não se trata de algo ruim como ‘morrer’ sem se aposentar; se trata de algo pior como ‘viver’ sem a aposentadoria”.

O governo deveria convocar um plebiscito e perguntar se o país quer ou não quer uma reforma da Previdência.

Dada a desinformação geral da nação sobre economia, a desorientação coletiva diante da matemática financeira e a preguiça generalizada quando se trata de fazer contas, provavelmente o resultado do plebiscito seria NÃO: “Não queremos uma reforma da Previdência”.

A partir daí, o presidente estaria livre para autorizar a extinção do Ministério da Previdência, e sua substituição pelo “Ministério da Folha de Pagamento”, mantendo apenas o guichê de saque dos benefícios.

O problema é que, em pouco tempo, o ministério e os benefícios também estariam extintos, por absoluta falta de dinheiro – como já se viu e ainda se vê no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e mais 14 estados tecnicamente f…alidos e mal pagos.

Outra opção seria nomear como ministro da Fazenda qualquer um dos gênios que andam por aí, jurando a mãe mortinha, que o rombo da Previdência não existe e que as contas são superavitárias.

Se, no comando do ministério, o sujeito provasse que “não há mesmo necessidade de reforma”, o Brasil teria duas grandes vitórias: resolveria todos os problemas da Previdência e, de quebra, ganharia pela primeira vez um prêmio Nobel… e seria logo o Nobel de Economia.

Seria uma façanha fantástica… se tudo não passasse de uma estupidez fantástica!