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A democracia não é só o império do voto… é também o império da lei

A democracia não é só o império do voto. A democracia é também o império da lei.

Daí que é preciso ter em mente que a Constituição Federal vale mais do que votos, porque a legitimidade dos votos não se sobrepõe à legitimidade da Constituição Federal.

Por isso, felizmente, Bolsonaro e Haddad já fizeram um juramento público muito positivo. Os dois garantiram não estar dispostos a impor suas convições pessoais ou suas vocações políticas acima da Constituição, da democracia, da livre imprensa e de outras liberdades essenciais.

É graças a essas instituições que, seja quem for o próximo chefe de governo, ele vai descobrir no primeiro dia de trabalho que um presidente da República pode muito, mas não pode tudo. Manda demais, mas também é demandado à beça.

Portanto, tudo de bom ou de ruim que vier a acontecer, a partir de 2019, não poderá ser atribuído exclusivamente ao Bolsonaro ou ao Haddad.

Isso porque, bem ou mal, para nossa alegria ou para nossa tristeza, ainda temos juízes em Brasília, ainda temos senadores e deputados no Congresso e ainda temos eleitores, trabalhadores, consumidores, contribuintes e brasileiros decentes por toda a parte.

O Brasil não vai ficar pior nem melhor com Bolsonaro ou com Haddad. Uma parte do Brasil só vai ficar mais exigente e outra parte só vai ficar mais intransigente – isso, porém, também é coisa com que o país já lida há muito tempo.

Fato é que, numa democracia, nossa opinião, nossa convicção e nossa vocação sempre terão valor. Mas, ainda assim, sempre estarão subordinadas à Constituição.