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22 de dezembro de 2020

Prefeito do Rio é preso em operação que investiga suposto ‘QG da propina’

RIO – A prisão de Marcelo Crivella acontece 9 dias antes de terminar o mandato dele como prefeito do Rio.

Arquivo Agência Brasil / Tomaz

RIO – O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), foi preso, no início da manhã de hoje (22), em casa, no Condomínio Península, na Barra da Tijuca, Zona Oeste carioca. A prisão faz parte de um desdobramento da investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do suposto “QG da propina” – um esquema de corrupção que acontecia dentro da prefeitura da capital fluminense.

Além de Crivella, já foram presos Rafael Alves, homem de confiança do prefeito e apontado como operador do esquema, e o delegado aposentado Fernando Moraes,  que foi chefe da Divisão Anti-Seqüestro (DAS) da Polícia Civil do Rio.

A investigação que culminou na prisão de Crivella teve como ponto de partida a delação premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso na operação “Câmbio Desligo”, um dos desdobramentos da Lava Jato fluminense, realizada em maio de 2018.

A prisão de Crivella acontece 9 dias antes de terminar o mandato dele como prefeito do Rio. Como o vice-prefeito dele, Fernando McDowell, morreu em maio de 2018, quem assume a prefeitura enquanto o prefeito estiver preso é o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felipe (DEM).

Marcelo Crivella e outros detidos passarão por uma audiência de custódia presencial na sede do Tribunal de Justiça, no Centro do Rio. A audiência está marcada para às 15h de hoje (22) e será presidida pela mesma desembargadora que decretou as prisões preventivas dos réus, Rosa Helena Penna Macedo Guita, que está de plantão.

A audiência de custódia é um procedimento padrão em casos de prisões em flagrante, mas uma decisão recente do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu que todos os presos no Rio de Janeiro devem ser submetidos a audiência de custódia,  mesmo que não haja flagrante.