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9 de setembro de 2020

Lava Jato mira escritórios de advocacia após desvio no Sistema S do Rio

No diagrama acima, o MPF lista uma sequência de 11 fatos entre 2012 e 2016 descritos na denúncia da Operação E$quema S. Divulgação MPF

RIO – A força-tarefa da Lava Jato foi para as ruas do Rio e de São Paulo para cumprir mandados de busca e apreensão contra escritórios de advocacia que teriam sido usados para desviar ao menos R$ 150 milhões do chamado Sistema S do Rio.  As irregularidades teriam começado em 2012 e durado até 2018.

Esse sistema une entidades empresariais voltadas para o treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica – serviços considerados de interesse público. Atualmente, nove entidades compõem o sistema. Todas têm seu nome iniciado com a letra “S”. Entre elas estão: Senai, Sesc, Sesi, Senac e Sebrae. 

A Polícia federal informou que quase 200 policiais federais, divididos em 44 equipes, foram para as ruas cumprir 51 mandados de busca e apreensão em cinco estados (RJ, SP, AL, CE e PE) e no Distrito Federal. A operação E$quema S foi deflagrada em paralelo ao início do trâmite de uma ação penal contra 26 pessoas, incluindo o ex-governador Sérgio Cabral e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo. 

A justiça expediu mandados contra os advogados Frederick Wassef, Cristiano Zanin, Ana Tereza Basílio e outros. A Operação E$quema é um desdobramento da Operação Lava Jato que usa informações de delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio do Rio.