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16 de novembro de 2020

Eleição foi marcada por abstenção recorde

Agência Brasil / Fernando Frazão

RIO / BRASÍLIA – O número de brasileiros que não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições municipais foi o mais alto no país nos últimos 20 anos. Cerca de 147,5 milhões pessoas estavam aptas a votar ontem (15), e o Tribunal Superior Eleitoral contabilizou 23,15 de abstenção, frente a 17,5% na disputa passada, em 2016. Uma das explicações para esse aumento é a pandemia da Covid-19.

Porto Alegre, Rio de Janeiro, Goiânia e Curitiba lideram o ranking com taxas acima de 30% de abstenção. Na cidade do Rio, onde a eleição para prefeito será decidida em segundo turno, entre Eduardo Paes (DEM) e Marcelo Crivella (Republicanos), houve o maior percentual de abstenção já registrado. De acordo com o cientista político Jairo Nicolau, 32,79% dos eleitores do município do Rio não votaram ontem.

A definição da eleição para prefeito na cidade do Rio de Janeiro foi definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois das 23h. Uma falha em um processador de um computador do TSE atrasou o processo de totalização dos votos de praticamente todo o país.

Com 100% das urnas apuradas, o ex-prefeito somava 37,01%dos votos válidos (974.804 votos), contra 21,90% (576.825 votos) do sucessor, que tenta a reeleição. Martha Rocha (PDT), com 11,30%, e Benedita da Silva (PT), com 11,27, ficaram em terceiro e quarto, seguidas por Luiz Lima (6,85%), Renata Souza (3,24%), Paulo Messina (2,93%), Bandeira de Mello (2,48%), Fred Luz (1,76%), Glória Heloiza (0,52%), Clarissa Garotinho (0,46%), Suêd Haidar (0,15%), Cyro Garcia (0,11%) e Henrique Simonard (0,02%).