Zélia Duncan

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Nascida em Niterói, Rio de Janeiro, Zélia Cristina Duncan Gonçalves Moreira, decidiu aos 16 anos, participar de um concurso. Enviou sua fita e foi selecionada em primeiro lugar. Esta seria a primeira experiência de muitas que estavam por vir. A cantora viria a se tornar uma das principais vozes da música popular brasileira.

Em 1987, além de trabalhar no Tribunal Regional do Trabalho, estudou teatro na Casa das Artes de Laranjeiras, e foi locutora da rádio Fluminense FM. Mesmo envolvida com outros assuntos, seu amor pela música sempre falava mais alto e foi neste período que trabalhou como backing vocal de Bebeto e José Augusto. Alguns anos depois, com a ajuda da diretora de teatro Ticiana Studant, nascia o primeiro show de Zélia. Autêntico e arrojado, “Zélia Cristina No Caos” lotou as principais casas de shows cariocas da época, como o Laura Alvim.

A Gravadora Eldorado logo percebeu o potencial da cantora e a convidou para gravar seu primeiro álbum, intitulado “Outra Luz”, que fez muito sucesso e rendeu além de indicações a prêmios como o Sharp (Melhor cantora pop-rock e Revelação), apresentações em várias capitais. Mesmo com a boa repercussão do disco, Zélia Duncan não ficou satisfeita, pois o mesmo não refletia sua real personalidade. A inspiração para novos trabalhos veio após uma temporada cantando nos Emirados Árabes. No local, a artista vivenciou outros estilos musicais e esteve em contatos com músicos que a influenciaram como Joni Mitchell, Joan Armatrading e Sam Cooke. Em 1992, Zélia volta ao Brasil, pronta para se dedicar a novos trabalhos.

Ainda à procura de sua identidade, a cantora chegou à gravadora WEA e durante uma conversa com o diretor resolveram alterar o seu nome artístico para Zélia Duncan. Foi em 1994, com o lançamento do seu álbum homônimo, que a artista lançou seus primeiros grandes sucessos como “Catedral” (regravação traduzida de “Cathedral Song”, de Tanita Tikaram), “Lá Vou Eu”, “Nos Lençóis Desse Reggae”, “Não Vá Ainda”, “Sentidos” e outros. O disco “Zélia Duncan” rendeu à cantora um “Disco de Ouro” após vender mais de 100 mil cópias, e esteve na lista dos dez melhores álbuns latinos de 1994, da revista Billboard.

Após o grande sucesso, Duncan não parou mais. Lançou o disco “Intimidade” (1996), com composições próprias. “Acesso” (1998) veio logo depois, sucedendo “Sortimento” (2001), que marcava 20 anos de carreira da artista e recebeu duas indicações ao Grammy Latino. Em 2004, o disco “Eu Me Transformo Em Outras” estreou o selo “Duncan Discos” de Zélia. Um ano depois, o álbum “Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band” marcado por grandes parcerias, chega ao mercado fonográfico. Durante os lançamentos dos álbuns, a cantora saiu em turnê por todo o Brasil e outros países para a divulgação dos trabalhos.

Em 2006, Zélia Duncan tomou rumos diferentes em sua carreira e começou a se apresentar também com o grupo Os Mutantes. Em 2010, a cantora recebeu um dos mais importantes prêmios de sua trajetória, o de “Melhor Cantora” no XXI Prêmio de Música Brasileira. No ano seguinte, Duncan completava 30 anos de uma bem sucedida carreira. No final de 2012 lançou o disco “Tudo Esclarecido”. Seu último álbum, “Antes do mundo acabar”, foi lançado em 2015 e é dedicado ao samba. O trabalho conta com músicas inéditas, escritas por Zélia e alguns parceiros, como: Zeca Baleiro, Arlindo Cruz e Xande de Pilares.

Zélia Duncan é figura presente na JBFM. Ao lado de Cássia Eller e Adriana Calcanhoto, ela participou da primeira grande festa de aniversário da rádio, no antigo Metropolitan. Os sucessos da cantora também estão presentes aqui na programação.

Confira a canção “Catedral” abaixo:

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RÁDIO JBFM 99.9 - Rio de Janeiro
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