STJ nega pedido de liminar para suspender processo de Adriana Ancelmo

Foto da ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo ao chegar em casa, no Leblon, para cumprir prisão domiciliar. Agência Brasil / Vladimir Platonow

Foto da ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo ao chegar em casa, no Leblon, para cumprir prisão domiciliar. Agência Brasil / Vladimir Platonow

RIO – A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza de Assis Moura, negou pedido de liminar feito pela ex-primeira-dama do Rio, Adriana Ancelmo, para suspender o processo em que é ré na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A defesa da ex-primeira dama havia entrado com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que o STJj julgasse o pedido, mas até que o recurso seja apreciado pela Sexta turma do Superior Tribunal de Justiça, o processo prossegue normalmente na 7ª Vara Federal Criminal do Rio. O julgamento ainda não tem data definida. De acordo com o STJ, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) reconheceu a prevenção da 7ª Vara para o processamento e julgamento do caso da ex-primeira dama, concluindo pela existência de conexão entre os fatos imputados a Adriana Ancelmo no processo criminal decorrente da operação Calicute e os relativos a processos originários de duas outras investigações, em que supostamente também participavam integrantes da organização criminosa que atuava no esquema de corrupção no governo do Rio. Ainda segundo o STJ, a defesa alega que, entre os diversos processos resultantes das investigações não há relação que justifique não distribuir a ação penal da ex-primeira dama livremente por sorteio, refutando, portanto, a prevenção do citado juízo de primeiro grau. Além disso, as questões levantadas pela defesa são complexas e exigem uma análise detalhada dos autos, o que, segundo a ministra, deve ser feito pelo órgão colegiado competente, juiz natural da causa. Adriana Ancelmo foi presa em dezembro do ano passado, acusada de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e atualmente cumpre prisão domiciliar.