Morre o poeta Ferreira Gullar

Crédito: reprodução do site da ABL

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O poeta, escritor e teatrólogo maranhense Ferreira Gullar morreu na manhã deste domingo (04), aos 86 anos, no Hospital Copa D’or, onde estava internado há 20 dias. De acordo com a Academia Brasileira de Letras, Gullar foi vítima de pneumonia. O corpo do escritor será levado ainda nesta tarde para a Biblioteca Nacional e na segunda-feira (05) passa a ser velado no prédio da ABL. O sepultamento está marcado para às 15h de amanhã, no mausoléu da Academia, no Cemitério São João Batista, em Botafogo. Ferreira Gullar deixa dois filhos, Luciana e Paulo, oito netos, e a companheira Cláudia, com quem vivia atualmente. Nascido José de Ribamar Ferreira em São Luís, (MA), no dia 10 de setembro de 1930, Gullar cresceu em sua cidade natal onde, aos 18 anos, decidiu ser poeta ao descobrir a poesia moderna de Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. Em 1954 foi lançado no cenário nacional com “A luta corporal”. Já no Rio de Janeiro, foi autor do manifesto que marcou a aparição, em 1959, do movimento neoconcreto. Gullar se envolveu com política ao ingressar no Partido Comunista, chegou a ser preso durante a ditadura militar e viveu na clandestinidade antes de fugir para o exterior, onde morou em Moscou, Santiago, Lima e Buenos Aires. No exílio, na Argentina, escreveu sua obra-prima “Poema sujo” (1976). Voltando ao Brasil em 1977, Ferreira Gullar foi preso e torturado. Solto por pressão internacional, passou a atuar na imprensa carioca e como roteirista de TV. Escreveu o seriado “Carga pesada” e assinou a novela “Araponga” com Dias Gomes e Lauro César Muniz. Em 1985 ganhou o prêmio Molière pela tradução da peça “Cyrano de Bergerac”. Em 2002 foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura; e em 2014 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Seu último livro foi “Autobiografia poética e outros textos”, lançado este ano.

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