“Le Monde”: escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos 2016 teve propina

Foto: Pelé, Luis Inácio Lula da Silva e Carlos Arthur Nuzman vibram com a escolha do Rio como sede olímpica em 2009.  Getty Images / AFP

Foto: Pelé, Luis Inácio Lula da Silva e Carlos Arthur Nuzman vibram com a escolha do Rio como sede olímpica em 2009. Getty Images / AFP

RIO – O jornal francês “Le Monde” publicou hoje o que seria uma evidência de corrupção no processo que levou o Rio de Janeiro a sediar os Jogos Olímpicos do ano passado. De acordo com o jornal, o empresário Arthur Cesar Menezes Soares Filho depositou em 2009 US$ 1,5 milhão numa conta do filho do então presidente da Federação Internacional de Atletismo e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), o senegalês Lamine Diack. Arthur Soares já foi visto como o maior fornecedor de mão-de-obra terceirizada para o governo fluminense, sempre por intermédio de uma rede comandada pela Facility, uma empresa de serviços terceirizados como faxina e segurança. Com base em fontes da justiça francesa, o “Le Monde” informou que o depósito suspeito foi feito três dias antes da eleição da cidade-sede pelo grupo Matlock Capital, holding baseada nas Ilhas Virgens Britânicas e que teria ligações com Arthur Soares. A suspeita é que esse dinheiro tenha sido usado para influenciar membros do COI a eleger o Rio. Com isso, segundo o jornal, a justiça da França teria evidências concretas para questionar a lisura do processo de candidaturas de 2016, que também envolveu Tóquio, Chicago e Madri.