Homenagem – Tim Maia

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Sebastião Rodrigues Maia, nome artístico: Tim Maia. Nasceu em 28 de setembro de 1942. Foi cantor, compositor, produtor musical, maestro, instrumentista e empresário, responsável pela introdução do estilo Soul na música popular brasileira. Nasceu no bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, filho de Altivo Maia e Maria Imaculada Nogueira. Tim começou sendo baterista em um grupo, Tijucanos do Ritmo, formado na Igreja dos Capuchinhos, mas logo depois foi para o violão. Nessa época, tinha o apelido de “Babulina”, por conta da pronúncia da música Bop-A-Lena, de Ronnie Self.

Em 1957, fundou o grupo musical “The Sputniks”, que tinha a participação de grandes nomes como Roberto Carlos, Arlênio Silva, Edson Trindade e Wellington. Roberto Carlos afirma ter aprendido a batida do rock no violão ao ver Tim Maia executar Long Tall Sally, de Little Richard. Após o fim de The Sputniks, Erasmo Carlos, Roberto e Tim fizeram parte do mesmo grupo, chamado “The Snakes”. Em 1959 Tim foi para os Estados Unidos estudar inglês, e assim, entrou em contrato com o estilo musical Soul, e acabou fazendo parte de um grupo chamado “The Ideals”, onde era responsável pela harmonia e pela guitarra. No fim de 1963, foi preso por roubo e porte de drogas. Passou seis meses preso e em 1964 foi deportado do país.

De volto ao Brasil, Tim Maia aplicou tudo o que aprendeu com a música negra americana nos ritmos brasileiros, como samba e baião. Em 1968, produziu o álbum “A Onda É o Boogaloo”, de Eduardo Araújo. O disco trouxe a sonoridade do estilo Soul Music para a Jovem Guarda. Além disso, teve composições gravadas por Roberto Carlos (Não Vou Ficar) e Erasmo Carlos (Não Quero Nem Saber).

Em 1970, gravou o seu primeiro LP, intitulado “Tim Maia”, com sucessos como “Azul da Cor do Mar”, “Primavera” e “Eu Amo Você”. Em 1971, lançou o álbum “Tim Maia”, com as músicas “Não Quero Dinheiro, Só Quero Amar”, “Preciso Aprender a Ser Só”. Após isso, lançou os discos “Tim Maia Volume III” e “Tim Maia Volume IV”, que tiveram sucessos como “Gostava Tanto de Você”, “Réu Confesso”, entre outros.

Em 1975, lançou “Rational Culture”, volumes 1 e 2 pelo selo Seroma (seu próprio selo, significa a palavra “amores” ao contrário e abreviação do próprio nome, Sebastião Rodrigues Maia). Época mística do cantor, quando se filiou à seita, Tim se manteve afastado dos vícios, o que refletiu na qualidade da sua voz. Desiludido com a doutrina, o cantor, revoltado, tirou os álbuns de circulação.

Lançou em 1983 o LP “O Descobridor dos Sete Mares”, com destaque para a canção-título, “Descobridor dos Sete Mares” e para a música “Me Dê Motivo”. Outro disco importante da década de 1980 foi “Tim Maia” (1986), que trazia o sucesso “Do Leme ao Pontal”.

Com o comportamento polêmico, Tim Maia passou a faltar shows e entrevistas, além de se tornar constate a queixa sobre o sistema de som dos locais onde se apresentava. Envolveu-se mais com o álcool e com drogas, que ocasionou na debilitação da sua saúde. Durante uma apresentação no dia 8 de março de 1998, no Theatro Municipal de Niterói, passou mal no palco e foi levado para um hospital próximo. Não resistiu e faleceu no dia 15 de março. Esse mês faz 19 anos da morte do artista.

Ouça alguns sucessos de Tim:
Gostava Tanto de Você:

Me Dê Motivo:


Réu Confesso:



Primavera:

Não Quero Dinheiro, Só Quero Amar: