Grupo liderado por Cabral no Rio chamava propina de ‘oxigênio’

Agência Brasil

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RIO – “Oxigênio”. Era assim que o ex-secretário estadual de Obras do Rio Hudson Braga tratava a propina exigida das empresas nos grandes contratos de obras públicas, segundo delação premiada de executivos de empreiteiras. De acordo com cálculos do Ministério Público Federal, o esquema comandado pelo ex-governador Sergio Cabral, que foi preso no início da manhã de hoje com outras nove pessoas, inclusive Hudson Braga, provocou um rombo em projetos executados pela Carioca Engenharia e pela Andrade Gutierrez. O grupo liderado por Cabral teria desviado cerca de R$ 224 milhões em contratos com diversas empreiteiras. O ex-governador peemedebista estava em casa, no Leblon, na Zona Sul do Rio, quando foi levado pelos agentes policiais sob gritos de “ladrão” das pessoas que estavam na porta do prédio onde ele mora. Cabral foi alvo de dois mandados de prisão preventiva, um expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e outro pelo juiz Sergio Moro, em Curitiba. Uma das operações é a “Calicute”, considerada um braço da Operação Lava-Jato no Rio, que tem como base a delação premiada do empresário Fernando Cavendish. A esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, também é alvo de condução coercitiva por essa operação.

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