A Lava Jato e a desratização da Petrobras

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A Petrobras anunciou agora a venda de sua participação num bloco exploratório do pré-sal. E isso é ótimo!

A área BM-S-8 vai para uma companhia norueguesa pelo valor de 2 bilhões e meio de dólares – cerca de 8 bilhões de reais. Alguns podem achar que essa quantia é uma bagatela diante do suposto, possível ou provável potencial do bloco. Mas se a gente pensar sem paixão ideológica, vai ver que 8 bilhões são, sim, uma bagatela, mas diante dos prejuízos de 50 bilhões em 2014 e 35 bilhões em 2015 – somados, a gente tem aí rombos 10 vezes maiores do que a empresa vai receber.

Por isso, essa venda de um pedacinho do pré-sal é mais uma boa notícia produzida, em menos de uma semana, pela nova Petrobras, sob nova direção. As outras foram a negociação do controle da BR Distribuidora, que administra a rede de postos de combustíveis, e a decisão de se realizar por lá mais um PDV, programa de demissão voluntária. Como eu disse aqui no ano passado, para sobreviver, a estatal precisa entrar num regime de reengenharia, à base de redução de metas, de ambições e de expectativas.

A nova ordem na nova Petrobras é privilegiar a gestão ética, realista e responsável, somada aos compromissos de boa governança. A empresa tem que buscar seu verdadeiro caminho, seu verdadeiro tamanho, seu verdadeiro porte. Tudo isso será mais fácil graças ao processo de desratização promovido pela Lava Rato… digo… Lava Jato.

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RÁDIO JBFM 99.9 - Rio de Janeiro
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